domingo

de chávena na mão, no café de sempre


perguntei-lhe se gostava de amoras
do chão onde se calculam os passos
das palavras demoradas nos passeios do tempo.
perguntei-lhe pela paz
pelo sorriso dos que não dizem.
tivesse ainda tempo e perguntar-lhe ia se ainda namora com o rui
se comprou casa em sete rios, se ainda adormece a ler
se a sua mãe é viva e se recorda o cheiro dos queques da dona rita,
do nome da filha da dona são.
tivesse ainda tempo e perguntar-lhe-ia pela vanda,
se ainda anoitecem pessoas, por aquele bairro.





1 comentário:

Mendes Ferreira disse...

tempo para te ler....tempo para colher ESTA CESTA depalavras....

e a imagem do bom gosto....



beijo.